Arrasto-me pelo silêncio... Parto a descoberta do mundo tranquilo, rastejo por breves momentos enquanto o relogio pára a espera de mim! Arregaço as pálpebras em jeito de ultimo suspiro, esperando ver-te chegar para me abraçares. Mas so o longo caminho toldado e obscuro se apresenta, numa simbiose semi-fria. Permaneço na solidão, sobre o olhar atento do luar! Eis que tu te manifestas, o calmante dos sofredores e perdidos, batendo com força entre as rochas e enrrolando em ti toda a areia que por momentos é o pedestal de algumas sereias...Continuo pelos ultimos grãos que estão unidos, para eu passar... mas á volta não se vê ninguém, só eu, a solidão, as estrelas, o mar, um resto de códão que repasta pelas rochas... Sinto a falta de vós, atiro pedras ao mar, grito com todas as minhas forças e então manifestas-te, com uma rabanada de vento, e aí percebo que estas lá! Mas não te vejo...e tu não te fazes ouvir. Então caio lentamente sobre a tua penumbra, abanas-me, sacodes-me, agitas-me...fazes-me olhar em frente e continuar passo-a-passo...E por ti sigo o caminho, pronto para a morte, para a vida, para o amor...Sentindo uma força interior que me faz viver e ficar para te amar... Através de um abraço prolongado, dado por ti...
Estas sempre perto quando preciso de ti...
Abraças-me sem ter que te pedir....
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