
Apareço como de costume, sempre á mesma hora, atravessando o nevoeiro cerrado que a manhã desperta.
Tu, ainda com as pálpebras semi-abertas, vais dizendo para me deitar no quentinho do teu aconchego e com a voz rofenha pedes o mesmo de sempre...
Tiro os sapatos, a roupa, mas mantendo as ameal, levanto o lençol e o meu corpo une-se ao teu.
Alço-te lentamente o top, deixando-te com arrepios!
As minhas maos percorrem cada contorno do teu esbelto corpo, e tu elevas-te num cosmos de armonia e carinho...
Todas as manhãs o mesmo ritual. Era feito sem maldade e sem segundas intenções...
Massajava-te o corpo, como se fosse obrigação minha!
Tinhas o sonho de que estas manhãs durassem para sempre, mas a vida assim não o quis...
Ainda hoje relembras com saudades essas manhãs, e sonhas com uma aparição minha!
Quiçá, numa proxima manhã, eu rompa o nevoeiro novamente e volte a provocar-te o sentimento de armonia e carinho, que sentias quando te massajava o corpo...
...Um grande ósculo...

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