31/01/2009

No AMOR não existe espaço para a indiferença nem para a mentira...


Presos no silêncio do grito,

Olhando a porta fechada,

Dois corpos suspiram pelo infinito,

Deitados numa cama lavada;


Às vezes, no escuro da cidade,

A tristeza torna-se em conforto,

É a simples vontade,

De um lugar julgado e morto!


Agarras as pernas de um novo andar,

Pelos dedos sentes o caminho,

Segues, disposta a enfrentar!

Não o deixas seguir sozinho;


Espalhados no fundo da rua,

Descansam e esvoaçam folhas de jornais,

Incutindo culpas à lua!

Pensando que todos somos iguais;


Rompem fumos de olhares,

Como quem mata desejos,

Relembram os muitos lugares,

Salvados sempre com beijos;


Chegados ao fim do mundo!

Tudo se manifesta pequeno,

Com um simples segundo,

A verdade revelou o seu veneno...


Agora que não o consegues ouvir,

Ao lê-lo, imaginas a sua voz...

Com o tempo aprendeu a sorrir,

Deixando para traz os momentos a sós;


Hoje, o seu pensamento, voa no mar

Alto e longe, numa nuvem fria!

Abraços em noites de luar,

Aquecidos por uma pele macia;


Aceita as palavras, geradas em saudade,

Dos versos que outrora te fez...

Nesse tempo todas eram verdade,

Hoje, quem sabe, talvez!


...Um grande ósculo...

1 comentário:

Anónimo disse...

Só tenho uma palavra: FANTÁSTICO! Gosto muito, muito, muito, mas muito de ler o que tu escreves.Beijos