30/04/2009

Sopro de vida


Deitado no silêncio e coberto, pelas quatro paredes que outrora partilhei com o teu corpo. Sinto cada gota que desliza pelo ralo e corre pela calçada, tentando acompanhar os teus gritos de prazer, onde os teus lábios são o porto de abrigo para qualquer amante magoado ou revoltado. Depois de despertado o calor, através de simples trocas de olhares, os corpos desnudos cumprimentam-se e tiram medidas, num acto intimista e simplório, para um eventual amanhã. Mesmo ambos sabendo que o futuro é hoje, e que o amanhã pode ser já passado. Dedos percorrem a pele, sabendo sempre onde parar, como se algures no tempo esse caminho já tivesse sido trilhado. Mas não, apenas seguem o instinto que por mais que se evite, torna-se intuitivo. Barulhos interrompem o pensamento feliz , não querendo aclamar nem providenciar a chegada da tristeza, apenas interromper o raciocínio do pensamento. E continuo deitado, a querer o teu respirar perto de todos os poros da minha áspera pele, pois cada sopro teu evoca toda a paixão latente no nosso amor. E esse será eterno, mesmo que momentaneamente estejamos longe...



...Um grande ósculo...

3 comentários:

Joana Marques disse...

Sabes que um amor não esquecido, é muito complicado de gerir! Sabado estoril open?beijo

Joana Euse'bio disse...

Tenho saudades de viver o mundo sem fim...eu nunca me esqueci de ti!

Amo.te!

ⓡⓞⓣⓘⓥ disse...

Olá :)
não venho falar de amores, mas sim de amizade :)
É para informar que o link deste cantinho consta na nossa rubrica reciprocidades (no inicio do blog ao lado de quem somos)
Um grande abraço,
http://bloteigas.blogspot.com/